Em Alien Storm, Saint Heart interpreta Annie, uma bartender calorosa e otimista cuja rotina muda completamente quando uma luxuosa festa em Las Vegas é interrompida por uma misteriosa invasão alienígena. Em entrevista, a atriz, cantora e roteirista fala sobre a construção de uma heroína comum e identificável, as intensas filmagens no deserto e a experiência de dividir a tela com nomes como Kevin Sorbo e Tom Arnold.
Saint também comenta sua passagem pelo Chipre para as filmagens do suspense psicológico Scorpion, ao lado de Clive Owen e Alex Pettyfer, e reflete sobre a relação entre atuação, música e escrita. Ao abordar o desenvolvimento de Luci Hart, personagem e projeto criados por ela, a artista defende que algumas das ideias mais verdadeiras surgem quando temos coragem de explorar tanto a luz quanto a escuridão dentro de nós.
Em Alien Storm, você interpreta Annie, uma bartender comum que é lançada repentinamente em uma situação extraordinária. O que mais te atraiu na construção de uma heroína tão humana e identificável dentro de uma história de invasão alienígena?
O que me atraiu em Annie foi justamente o fato de ela ser uma pessoa comum. Eu me identifiquei com ela porque já trabalhei como garçonete no Olive Garden, então entendo como é estar sempre cuidando de outras pessoas. De repente, tudo muda e ela precisa lutar por si mesma. Adorei poder interpretar essa jornada. E lutar contra um alienígena também foi muito divertido!
Você descreveu Annie como calorosa, otimista e um pouco ingênua. Como essas características influenciam as escolhas que ela faz quando a festa se transforma em uma luta claustrofóbica pela sobrevivência?
Ela se torna corajosa e forte. Annie é um pouco ingênua porque acredita que pode enfrentar algo muito mais poderoso do que ela, mas nunca desiste. Ela aceita o desafio, e eu me identifico muito com isso porque adoro enfrentar desafios.

O filme começa com uma luxuosa celebração em Las Vegas e rapidamente prende os personagens dentro de um bunker com uma presença desconhecida. Como você trabalhou a transição emocional de Annie entre a normalidade, o medo e a necessidade de reagir?
A história começa com Annie tendo um dia normal, servindo quiche em uma grande festa em Las Vegas, e então tudo muda repentinamente. Ela passa de servir os convidados a correr pela própria vida.
Para mim, imaginei que ela tinha um gato esperando por ela em casa e, por isso, estava determinada a sobreviver e voltar. Essa pequena história que criei para a personagem me ajudou a me conectar com ela e me deu algo pessoal pelo qual lutar.
Alien Storm foi filmado durante duas semanas intensas, enquanto a produção enfrentava ventos frios e severos no deserto de Las Vegas. Como essas condições afetaram sua atuação e aproximaram o elenco?
Estava muito frio em Las Vegas, o que foi surpreendente, porque normalmente esperamos que faça calor. O clima definitivamente aproximou o elenco e a equipe.
A equipe cuidou muito bem de nós. Eles garantiam que tivéssemos cobertores entre as tomadas, que permanecêssemos aquecidos e hidratados. Foi um set muito acolhedor e, no fim, todos se sentiam como uma verdadeira família cinematográfica.

Você divide a tela com artistas como Kevin Sorbo, Tom Arnold, Glenn Plummer e Robert Standley. O que mais te marcou ao trabalhar com um elenco tão experiente em uma produção de ritmo acelerado?
Todos foram muito gentis e pacientes. Esse foi o meu primeiro grande set de cinema, então eu estava definitivamente um pouco nervosa, porque não conhecia ninguém. Mas todos fizeram com que eu me sentisse muito bem-vinda.
Tom Arnold tinha uma energia muito paternal e era sempre muito gentil. Trabalhar com Kevin Sorbo também foi surreal, porque minha mãe tinha uma enorme paixão por ele quando era mais jovem. Então, participar de um filme com ele foi realmente especial.
Depois de Alien Storm, você filmou Scorpion no Chipre, ao lado de Clive Owen e Alex Pettyfer. Como foi passar de uma aventura de ficção científica para um suspense psicológico, e que novo lado seu o público poderá conhecer nesse projeto?
Sou muito grata por essa experiência. Acabei de voltar das filmagens no Chipre, e foi muito divertido. A personagem que interpreto, Carmen, é muito identificável.
Também foi uma experiência incrível trabalhar ao lado dos extremamente talentosos Clive Owen e Alex Pettyfer. Aprendi muito estando no set com eles e mal posso esperar para que o público assista ao filme. É realmente algo muito especial.
Sua carreira transita entre atuação, música e roteiro, incluindo o desenvolvimento de Luci Hart. Como essas diferentes linguagens criativas influenciam umas às outras, e de que maneira ser roteirista molda as personagens que você escolhe interpretar?
Cada projeto em que trabalho e cada roteiro que leio me ajudam a crescer como artista. Atuação, música e escrita inspiram umas às outras e mantêm minha criatividade em constante desenvolvimento.
Ser roteirista também me ajuda a me conectar mais profundamente com as personagens que escolho, porque compreendo como elas são construídas de dentro para fora.
Luci Hart é muito querida e pessoal para mim. Ela é uma personagem que criei a partir da minha alma e representa tudo o que sempre quis levar para as telas. Criar seus próprios mundos e personagens é uma sensação incrível.
Acredito que todos deveriam explorar a luz e a escuridão dentro de si mesmos, porque é daí que surgem algumas das ideias mais honestas e criativas. Eu sempre digo: “A criatividade não tem fronteiras. Você só precisa encontrá-la no fundo de si mesma e deixá-la brilhar.”
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