Francisco Galvão assume protagonismo em adaptação de clássico da literatura infantojuvenil para o cinema

Luca Moreira
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Francisco Galvão
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Aos 12 anos, o ator Francisco Galvão vive um dos momentos mais importantes de sua jovem carreira ao protagonizar O Gênio do Crime, adaptação cinematográfica do clássico de João Carlos Marinho que chega aos cinemas brasileiros. Interpretando João, personagem inspirado no autor da obra original, Francisco conduz uma aventura repleta de mistério, investigação e amizade, ao lado de um elenco que reúne nomes consagrados do audiovisual nacional. Em entrevista, o ator fala sobre os desafios de assumir o papel principal de uma história que atravessa gerações, os aprendizados nos bastidores e os sonhos que pretende seguir construindo dentro do cinema.

Francisco, viver o protagonista de O Gênio do Crime, um clássico tão querido da literatura infantojuvenil, já é um desafio enorme por si só. Como foi para você receber essa responsabilidade tão cedo?

Foi muito importante ter esse papel de protagonista. Eu não conhecia o livro antes, mas, quando pesquisei sobre a obra e sobre o meu personagem, descobri que era um livro muito importante e que o personagem também era muito marcante. Justamente por ele já ser conhecido e ter feito parte da infância da geração dos meus pais, senti que precisava sustentar essa responsabilidade. Tentei ser o mais fiel possível ao livro e ao personagem.

Você comentou que se identifica com o João por ele ser curioso, gostar de investigação e se envolver em aventuras. O que mais de você mesmo acabou aparecendo na construção desse personagem?

Acho que muito do meu humor apareceu nele. O João tem uma coisa meio sarcástica, de estar em uma situação perigosa e conseguir aliviar a tensão de forma engraçada. Isso é algo que eu também faço bastante na minha vida. É uma característica minha que acabou entrando naturalmente na construção do personagem.

Francisco Galvão
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Como o filme parte de uma obra muito conhecida, havia também uma expectativa de quem já ama o livro. Como foi buscar esse equilíbrio entre respeitar o personagem original e trazer algo seu para ele?

Quando descobri a importância do livro e do personagem, entendi que precisava respeitar muito essa história que já existia. Ao mesmo tempo, cada ator acaba trazendo um pouco de si para o papel. Então tentei manter a essência do João que os leitores conhecem, mas também deixar algumas características minhas aparecerem de forma natural durante a interpretação.

Nos bastidores, vocês passaram dois meses convivendo antes e durante as gravações. Que tipo de amizade ou conexão esse tempo criou entre vocês e como isso ajudou a turma a funcionar tão bem em cena?

Foi muito importante porque tivemos tempo para nos conhecer melhor. Essas interações mais naturais fizeram com que a gente se tornasse realmente amigo. Muitas das risadas e relações espontâneas que aparecem no filme surgiram dessa convivência. Algumas brincadeiras que aparecem em cena foram improvisadas justamente porque já existia intimidade entre nós. Com o tempo, acabamos virando quase uma família. Quando você convive todos os dias com as mesmas pessoas, cria uma conexão muito forte, e isso ajudou bastante o grupo a funcionar bem diante das câmeras.

Francisco Galvão
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Você disse que as cenas de ação foram mais difíceis por causa de toda a precisão que elas exigem. O que mais te surpreendeu nesse lado mais técnico de fazer cinema?

O que mais me surpreendeu foi perceber que tudo depende de um trabalho coletivo. Não é só o ator e a câmera. Tem o som, a direção, a equipe técnica, o elenco, todo mundo trabalhando ao mesmo tempo para construir uma cena. Nas cenas de ação, isso fica ainda mais evidente. Me impressionou a agilidade da equipe para movimentar a câmera, posicionar tudo no lugar certo e fazer a cena funcionar. Mesmo quando parece simples na tela, existe uma construção muito complexa por trás.

Dividir o set com atores experientes como Ailton Graça, Marcos Veras, Douglas Silva e Rafael Losso deve ter sido muito especial. O que você sente que mais aprendeu observando esses artistas de perto?

Foi muito legal poder ter referências tão próximas. O Douglas Silva, por exemplo, começou a atuar muito novo, então acaba sendo alguém em quem eu me espelho. No cinema, tudo é uma construção coletiva, e os atores mais experientes podem ensinar muito. Aprendi bastante observando a forma como eles trabalham, se concentram e se preparam. Também foi muito interessante receber dicas de atuação e entender melhor como eles encaram a profissão.

Francisco Galvão
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Mesmo sendo tão jovem, você já fala com muita clareza sobre querer seguir no cinema, talvez também como roteirista ou cartunista. O que mais te encanta em criar histórias e dar vida a personagens?

O que mais me encanta é poder olhar para uma obra pronta e saber que você fez parte daquilo. É como um engenheiro que constrói uma casa: depois ele pode admirar o resultado do trabalho dele. No cinema acontece algo parecido. Você participa de todo o processo de criação e, depois, vê aquilo chegar ao público. Quando me vi nas telonas pela primeira vez, fiquei muito emocionado porque lembrava de cada etapa da construção daquele filme. Ver as pessoas assistindo e se conectando com algo que você ajudou a criar é muito gratificante.

Você concilia gravações, escola e a vida de um adolescente comum, além de gostar de RPG, cultura pop e até de colecionar figurinhas da Copa. Como você faz para equilibrar esse lado profissional com o Francisco que também quer curtir a infância e a adolescência?

Por mais que eu goste de jogar RPG, videogame, desenhar e ler, atuar também faz parte da minha vida como adolescente. Eu vejo a atuação como um trabalho, mas também como algo que me dá prazer. Gosto muito desse universo artístico, de criar histórias, desenhar e interpretar personagens. Então não sinto que preciso separar completamente uma coisa da outra. Tudo isso faz parte de quem eu sou. Consigo equilibrar porque a atuação não é apenas uma profissão para mim, é algo que eu realmente gosto de fazer.

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