Com uma identidade artística marcada por poesia, emoção e autenticidade, Sophia Lima vem construindo uma trajetória em que a música nasce de experiências íntimas e se transforma em espaço de conexão com o público. Em entrevista, a cantora e compositora fala sobre o significado de “i’m still here”, o poder de traduzir sentimentos em canção e o desejo de criar obras em que os ouvintes se sintam vistos, acolhidos e profundamente tocados.
Você vem construindo uma identidade artística profundamente conectada à emoção, à poesia e à autenticidade. Como descreveria o coração da sua música neste momento da sua carreira?
O coração da minha música é exatamente isso: tudo o que diz respeito ao coração — desilusão amorosa, perda, medo, amor e a autodescoberta do amadurecimento.
Seu single “i’m still here” já vem ganhando atenção nas redes sociais. O que essa música representa para você, pessoal e artisticamente?
“i’m still here” representa uma experiência pessoal de amar alguém profundamente e sentir desespero diante da possibilidade de perder essa conexão. Artisticamente, ela me deu a liberdade de compartilhar poeticamente minhas emoções mais profundas por meio da música.

Sua música parece surgir de experiências muito íntimas e emocionais. Como é o seu processo ao transformar vivências pessoais em letras tão poéticas e introspectivas?
Compor é a forma como eu processo minhas emoções, tanto as que vêm de experiências positivas quanto negativas na minha vida. As letras introspectivas, na verdade, são um reflexo da minha personalidade.
Seu projeto de estreia é descrito como um álbum conceitual que mistura poesia e música. O que mais te empolga em criar uma experiência tão imersiva para o público?
O que mais me empolga é a esperança de que meus ouvintes criem uma conexão direta e mais profunda com a minha música. No sentido de se sentirem vistos e despertarem emoções positivas.

Você está abrindo um espaço na música que vai além de gêneros e se conecta profundamente com as pessoas. O que você sente que o público está encontrando nas suas canções?
Sou muito humilde e grata por qualquer pessoa que ouça minhas músicas e encontre nelas uma forma de não se sentir mais sozinha em suas dores amorosas ou em experiências difíceis de amadurecimento. Já me disseram que estão realmente se encontrando na minha música, e isso é algo incrivelmente surreal para mim.
Além da música em si, você também compartilha seu processo criativo e bastidores online. Como você enxerga a relação entre vulnerabilidade artística e conexão com o seu público?
Da forma como eu vejo, a vulnerabilidade é a ponte entre mim e o meu público. Ter sua audiência basicamente olhando através da sua alma por meio das suas composições pode ser algo assustador, mas é necessário para criar uma experiência significativa para quem escuta.

Sua trajetória também é marcada por um forte compromisso com causas sociais e mudanças positivas. Como esse seu lado mais humano e filantrópico se conecta com a artista que você quer ser?
No fim, tudo está conectado. A filantropia gera mudanças positivas, e eu vejo a arte como um meio de fazer isso acontecer a partir de muitos pontos de vista diferentes. Eu não apenas ofereço meu tempo como voluntária em diferentes organizações para criar um mundo melhor, mas, como artista, estou sempre compartilhando minha voz como cantora, minhas emoções como compositora e também me entregando às minhas personagens como atriz.
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