Em Young Warriors, Alley Hermes interpreta Amy, uma mãe que enfrenta sérios desafios relacionados à saúde mental enquanto tenta permanecer presente na vida do filho, Junior. Para a atriz, compreender a personagem significou olhar além da crise e preservar aquilo que considera essencial em Amy: “Ela é mãe antes de qualquer coisa — e uma ótima mãe.” Ao construir o papel, Hermes buscou mostrar tanto o amor entre mãe e filho quanto a culpa, as alucinações e a instabilidade que tornam aquela relação especialmente difícil para uma criança.
A mensagem de esperança presente no filme também encontrou uma conexão profundamente pessoal na trajetória da atriz. Ao refletir sobre como reagimos diante de momentos de crise, Hermes revelou que aprendeu com a própria mãe, durante uma batalha contra o câncer de ovário, a importância de permanecer aberta e esperançosa mesmo quando não existem respostas fáceis. “Foi uma honra poder dar vida a essa verdade em Young Warriors”, afirma. Na entrevista, ela também fala sobre sua preparação para interpretar Amy, o trabalho ao lado de Jeremy Piven e o desejo de continuar explorando personagens ligados à psicose.
Amy enfrenta questões relacionadas à saúde mental, mas também é mãe e ocupa o centro da crise familiar de Young Warriors. Quando você começou a construir a personagem, o que foi importante descobrir sobre quem ela é para além das dificuldades que enfrenta?
Amy é mãe antes de qualquer coisa — e uma ótima mãe. O mais importante era transmitir que Junior ainda precisava da mãe e que ela precisava estar presente para ele, mesmo enfrentando suas próprias dificuldades, porque ele merecia ter a melhor infância possível.
Grande parte da história é vivenciada através de Junior, uma criança tentando compreender aquilo que está acontecendo com sua família. Como você trabalhou a relação entre Amy e o filho de maneira que pudesse mostrar tanto o amor entre eles quanto o impacto que a situação dela provoca em uma criança?
Existem momentos de lucidez que revelam o profundo desejo de Amy de estar com o filho, além da culpa que ela carrega. Os momentos envolvendo alucinações mostram o quanto a situação é difícil, especialmente quando Junior não consegue reconhecer a própria mãe, criando um ambiente muito instável para uma criança.
Interpretar uma personagem que enfrenta questões de saúde mental exige cuidado para que vulnerabilidade não se transforme em caricatura. Houve alguma coisa à qual você prestou atenção especialmente durante sua preparação para manter Amy humana e complexa, em vez de defini-la apenas por aquilo que está enfrentando?
Tornei minha relação com as alucinações algo muito pessoal. Também assisti a muitas entrevistas do Soft White Underbelly como parte da minha pesquisa e preparação.
Young Warriors trabalha explicitamente com fé, oração, esperança e perseverança. Como atriz, como você encontra verdade emocional em temas espirituais tão importantes para a história sem fazer com que a personagem pareça estar simplesmente transmitindo uma mensagem ao público?
Os outros atores de Young Warriors eram tão bons que não precisamos nos preocupar com isso. Manter um foco profundo na história naturalmente nos ajudou a preservar a verdade emocional.

Você divide o filme com Jeremy Piven, um ator com uma longa trajetória no cinema e na televisão. O que mais chamou sua atenção na maneira como ele trabalha no set, especialmente em cenas que precisavam equilibrar o drama familiar com a mensagem mais ampla de esperança do filme?
Aprendi muito trabalhando com ele. Ele é muito atento aos detalhes, possui um ótimo olhar para ângulos de câmera e assumiu de maneira excepcional seu papel de liderança no set.
Young Warriors sugere que, durante momentos difíceis, a cura também pode depender das pessoas dispostas a permanecer ao nosso lado. Depois de interpretar Amy, o filme mudou a maneira como você pensa sobre apoio, vulnerabilidade ou sobre como reagimos quando alguém próximo está enfrentando uma crise?
Às vezes, durante momentos de crise, ficamos com raiva e perguntamos “por quê?”, mas, infelizmente, isso não ajuda. Permanecer aberta e esperançosa é a única maneira de atravessar esses momentos difíceis. Minha própria mãe me ensinou isso durante sua batalha contra o câncer de ovário, e foi uma honra poder dar vida a essa verdade em Young Warriors.
Sua carreira inclui projetos bastante diferentes, de Rescue: HI-Surf e One Fine Christmas a Young Warriors. Neste momento da sua carreira, que tipo de personagem faz você sentir que ainda existe algo novo para descobrir como atriz, em vez de simplesmente repetir aquilo que já sabe fazer?
Se você ama atuar, aprende alguma coisa nova com cada personagem. Daqui para frente, gostaria muito de me aprofundar em papéis que explorem a psicose.
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