Cilene Queiroz une aventura e conscientização ambiental para inspirar crianças a cuidar do planeta

Luca Moreira
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Cilene Queiroz

Por meio de uma narrativa repleta de amizade, descobertas e sensibilidade, a escritora e artista plástica Cilene Queiroz apresenta A Águia Solidária e o Planeta Azul, obra infantojuvenil que transforma importantes desafios ambientais em uma aventura acessível às novas gerações. Acompanhando a jornada da águia Sury e de seus amigos em busca da origem das misteriosas lágrimas do planeta, o livro convida crianças e famílias a refletirem sobre preservação, responsabilidade e o poder das pequenas atitudes na construção de um futuro mais sustentável. Em entrevista, a autora fala sobre a inspiração para a história, o papel da literatura na formação da consciência ambiental e a importância de despertar, desde a infância, o respeito pela natureza e pela vida.

“A Águia Solidária e o Planeta Azul” transforma as lágrimas do planeta em ponto de partida para uma aventura infantil. Como surgiu essa imagem tão sensível para falar de problemas ambientais com as crianças?

Quis mostrar que o planeta também sofre com as nossas atitudes. As lágrimas simbolizam esse sofrimento de uma forma que as crianças conseguem compreender e, ao mesmo tempo, sentir vontade de cuidar da natureza.

Sury, Black e Pitoco partem em busca de respostas e acabam descobrindo diferentes feridas da natureza. O que esses três personagens representam dentro da mensagem de amizade, cuidado e cooperação da obra?

Eles mostram que ninguém faz a diferença sozinho. Cada um tem seu jeito de agir, mas é justamente a amizade, a união e a vontade de ajudar que fazem com que consigam enfrentar os desafios. Eles representam a união, empatia e cooperação.

O livro aborda temas urgentes como poluição, desmatamento, queimadas, escassez de água e perda da biodiversidade. Como foi equilibrar a seriedade desses assuntos com uma linguagem acessível e lúdica para o público infantojuvenil?

Minha preocupação foi ensinar sem assustar. Por isso, usei a aventura, o humor e personagens carismáticos para abordar temas sérios de uma maneira leve e envolvente.

Na história, as crianças são escolhidas como protagonistas da transformação ambiental. Por que você acredita que a educação ecológica precisa começar desde cedo?

Porque é na infância que aprendemos os valores que levamos para a vida. Quando a criança entende a importância de cuidar da natureza, ela cresce sabendo que pequenas atitudes fazem diferença.

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A obra propõe ações simples, como plantar árvores, cultivar hortas, economizar água e separar resíduos corretamente. Que importância existe em mostrar aos pequenos leitores que grandes mudanças também nascem de gestos cotidianos?

Eu acredito que a transformação começa nas pequenas atitudes, fundamental ensinar e fazer junto como cuidar do planeta. Criança precisa de modelo, da verdade, do natural por isso é  importante ensinar. Quando a criança percebe que ela também pode ajudar, ela entende que cuidar do planeta é uma responsabilidade de todos.

As ilustrações de Guilherme Rocha ajudam a dar vida aos personagens e às paisagens da história. Como você acredita que elas contribuem para aproximar os leitores da mensagem ambiental do livro?

As ilustrações tornam a história mais viva e despertam a imaginação. Elas ajudam a criança a se conectar com os personagens e tornam a mensagem de preservação ainda mais forte.

Além da preservação ambiental, o livro fala de empatia, responsabilidade e esperança. Que tipo de sensibilidade você espera despertar nas crianças ao acompanhar a jornada de Sury e seus amigos?

Espero despertar nas crianças um olhar mais sensível para a natureza e para o outro. Que elas percebam que cuidar do planeta também é um gesto de amor, respeito, cuidado,  responsabilidade de todos e esperança no futuro.

“A Águia Solidária e o Planeta Azul” também convida famílias e educadores a refletirem junto com os pequenos. Depois da leitura, que conversa você gostaria que acontecesse dentro de casa ou na sala de aula?

Gostaria que surgisse uma conversa simples, mas importante: o que podemos fazer, no nosso dia a dia, para cuidar melhor do planeta? A ideia é que famílias, professores e crianças pensem juntos em atitudes possíveis, simples e verdadeiras. E o mais importante de tudo é fazermos desta consciência verdadeiras atitudes saudáveis no nosso cotidiano.

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