O cantor e compositor Jimmie Allen continua expandindo sua trajetória na música country com o lançamento de dois novos singles, Live Another Day e Drop It Like a Tailgate. Conhecido por combinar storytelling tradicional do country com uma energia contemporânea, o artista reflete sobre momentos pessoais que inspiraram suas músicas, incluindo a perda de seu pai em 2019 e as lembranças de sua cidade natal em Milton, Delaware. Em entrevista, Allen também fala sobre sua jornada até Nashville, colaborações com artistas de diferentes gêneros e o impacto de ver sua música alcançar públicos ao redor do mundo.
Suas novas músicas “Live Another Day” e “Drop It Like a Tailgate” têm energias muito diferentes. O que cada uma delas representa para você neste momento da sua carreira?
Live Another Day é um lembrete constante para mim de que sempre devo lutar para fazer o amanhã melhor do que hoje. Quando perdi meu pai em 2019, meu mundo desmoronou. O apoio dos meus amigos e da minha família foi o que me manteve seguindo em frente. A frase “continue seguindo” é o que sempre vem à minha mente toda vez que ouço ou canto essa música.
Já Drop It Like a Tailgate me traz aquela sensação boa de verão na cidade onde cresci. De onde eu venho, quando chega o verão, a gente abaixa a tampa da caçamba do caminhão, abre algumas cervejas e leva a vida com mais calma.
Desde o início, sua música mistura o storytelling tradicional do country com uma energia pop moderna. Como você equilibra o respeito ao gênero enquanto ainda expande seus limites?
Quando estou criando minha música, nunca penso no passado ou no presente de um gênero. Não importa qual seja o estilo, todos eles têm uma história construída por artistas que vieram antes. Eu apenas me concentro na música que estou escrevendo naquele momento.
A única coisa que passa pela minha cabeça quando estou criando é: eu amo isso? Eu confio nisso? Isso parece certo para mim?
Quanto aos gêneros, eu realmente não penso neles. Eu só penso na música. Eu crio e deixo que outras pessoas definam qual é o gênero.
Sua jornada até Nashville exigiu anos de persistência antes do sucesso com “Best Shot”. Olhando para trás, qual foi o momento mais desafiador desse caminho?
Houve alguns momentos difíceis. Um deles foi quando precisei morar no meu carro por alguns meses. Mas acho que o mais desafiador foi manter a paciência e continuar sendo fiel a mim mesmo através da minha música. Nunca fiquei focado nas oportunidades que outros artistas estavam recebendo enquanto eu ainda não tinha as minhas.
Meus pais me ensinaram a nunca sentir inveja do sucesso de outra pessoa. Ver artistas que eu conhecia conseguindo contratos com gravadoras só me motivava ainda mais a continuar.
Muitas das suas músicas trazem histórias pessoais e referências à sua cidade natal, Milton, em Delaware. Como suas raízes continuam influenciando sua composição hoje?
Minha cidade natal me formou como pessoa. Então, não importa sobre o que sejam minhas músicas, minha perspectiva sempre vem de como e onde eu fui criado.
Ao longo da sua carreira, você colaborou com artistas de universos musicais muito diferentes, incluindo Brad Paisley, Noah Cyrus, Nelly e Jennifer Lopez. O que você mais gosta em trabalhar entre diferentes gêneros?
Trabalhar com artistas de diferentes gêneros é uma das coisas que mais gosto. Tenho a oportunidade de aprender como eles pensam o processo de composição a partir das experiências deles. Para mim, isso é educativo. Aprender sempre foi algo que eu amo fazer.

A música country tem se expandido globalmente nos últimos anos. O que significa para você ver sua música chegando a novos públicos em lugares como o Brasil e o Reino Unido?
É incrível ver minha música viajar além dos pequenos lugares onde eu a criei. Isso reforça a ideia de que somos muito mais parecidos do que diferentes. Ver músicas que escrevi na minha cidade natal se conectando com pessoas no Brasil e no Reino Unido é algo mágico.
Além da música, você também apareceu na televisão, apresentando premiações e participando de programas musicais. Como essas experiências influenciaram sua perspectiva como artista?
Quando saio um pouco do mundo da música, tenho a chance de conhecer muitos tipos diferentes de pessoas. Também me dá a oportunidade de explorar outras coisas que amo, como apresentar programas, fazer stand-up comedy, atuar e outras atividades.
Olhando para o futuro, que tipo de história ou mensagem você sente que ainda não contou através da sua música?
Acho que ainda não contei realmente a história de um grande coração partido na minha música. Quem sabe… talvez seja algo que eu escreva em breve.
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