Skippa transforma amor, cumplicidade e inspiração à beira-mar em novo single “Primavera”

Luca Moreira
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Skippa
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Entre a brisa do litoral e a sensação de encontrar alguém capaz de transformar a maneira como enxergamos o mundo, a banda paranaense Skippa encontrou inspiração para uma nova fase de sua trajetória musical. Lançado em 20 de outubro, o single “Primavera” apresenta uma abordagem mais íntima e pessoal do grupo, combinando o balanço do pop reggae brasileiro com influências de surf music e soul para traduzir sentimentos de afeto, desejo e cumplicidade. Em entrevista, os integrantes falam sobre a experiência que deu origem à composição, a escolha de explorar o amor de maneira mais sensível e a construção de uma sonoridade que busca transmitir a leveza e o acolhimento presentes na mensagem da canção.

Em que momento aquela experiência à beira-mar começou a virar música?

Foi ali, à beira do mar, que começaram a surgir os primeiros acordes no violão e as primeiras ideias da composição. Aquele fim de semana, as conversas e tudo que a gente estava vivendo foram se misturando e dando forma à música. Às vezes, uma canção nasce assim, de um momento especial que desperta sentimentos e acaba virando melodia.

Como vocês traduziram essa sensação de acolhimento em letra, melodia e arranjo?

A gente queria que a música transmitisse essa leveza, não apenas falasse sobre ela. Fomos buscando uma melodia envolvente, um balanço gostoso e arranjos que trouxessem essa sensação de acolhimento, mantendo a identidade musical da Skippa.

Que significado o título “Primavera” ganhou dentro da história da música?

Para nós, a primavera representa aquilo que floresce dentro da gente quando algo especial acontece. Às vezes, um encontro muda a nossa maneira de enxergar a vida e desperta sentimentos novos. A música fala um pouco disso, de como o amor pode transformar as coisas de um jeito simples, mas profundo.

Por que deixar espaço para que cada ouvinte complete a música com suas próprias memórias de amor?

Porque cada pessoa tem sua própria história. Uma música que nasce de uma experiência nossa pode despertar lembranças completamente diferentes em quem escuta. A gente gosta de deixar esse espaço aberto, para cada um encontrar ali alguém especial, uma memória ou um sentimento que faça sentido na sua vida.

Como o pop reggae brasileiro, a surf music e o soul ajudaram a construir a sonoridade de “Primavera”?

A gente gosta dessa mistura. O reggae traz o balanço que faz parte da nossa identidade, a surf music conversa com esse clima de litoral e o soul acrescenta uma expressão mais sentimental. Vamos juntando essas referências de maneira natural, sem ficar presos a um único estilo, buscando sempre um som que tenha a cara da Skippa.

Como “Primavera” se conecta com os temas que a Skippa vem trabalhando desde 2022?

O amor, as relações humanas e a resiliência fazem parte de quem somos. Em “Primavera”, isso aparece de uma forma mais íntima e romântica, através dos encontros e das transformações que eles provocam. É mais um capítulo da nossa história, explorando novas possibilidades sem perder a essência da banda.

Como vocês pretendem construir o universo visual da música nas redes sociais?

Queremos criar pequenas narrativas e imagens que transmitam o sentimento da música, sem precisar explicar tudo. O litoral, os encontros e os detalhes que marcam nossas experiências podem ajudar a construir esse universo. A ideia é despertar sensações e deixar que cada pessoa crie sua própria conexão com a canção.

Que fase da Skippa esse lançamento anuncia para o público?

Estamos numa fase de muito trabalho e amadurecimento, com diferentes projetos sendo construídos. “Primavera” mostra nosso lado mais romântico e intimista, enquanto os próximos lançamentos vão apresentar outras perspectivas da banda. Queremos crescer, chegar a novos públicos e continuar experimentando, sem perder nossa identidade. Um pouco mais sobre como a Skippa constrói suas músicas.

Quando o Nagha começa uma composição, muitas vezes nos primeiros acordes do violão já estão presentes suas vivências, seus sentimentos e suas experiências. Mas, quando a música chega ao produtor e aos músicos, cada um também traz sua história e sua maneira de sentir e interpretar aquilo.

A gente gosta de manter esse processo aberto, dando espaço para todos contribuírem. Vamos experimentando, acrescentando e lapidando juntos, até a música ganhar a identidade da Skippa e carregar um pouco de cada pessoa envolvida. Assim, uma experiência individual pode se transformar em algo com que muitas outras pessoas se identifiquem. Uma música nasce de uma história, mas ganha vida quando encontra outras.

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