THIH transforma dúvidas e recomeços em música autoral no single “Que Bom Seria”

Luca Moreira
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THIH (@clicktrotta)
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Entre sonhos, incertezas e recomeços, o cantor THIH encontra na música um espaço para transformar experiências pessoais em narrativa e conexão. No single “Que Bom Seria”, o artista revisita momentos de dúvida, perdas e reconexão com o próprio propósito, refletindo sobre persistência, liberdade criativa e a coragem de acreditar mesmo sem garantias. Na entrevista, ele relembra o início ainda na adolescência, fala sobre o impacto das pausas e retomadas em sua trajetória e revela como o trabalho solo se tornou um caminho para contar sua própria história com autenticidade e esperança.

“Que Bom Seria” nasce de um lugar entre o sonho e a incerteza. Em que momento da sua vida você percebeu que precisava transformar esses sentimentos em música?

Foi algo muito natural. Sempre tive o hábito de cantar e, aos 14 anos, surgiu minha primeira composição. De uma cantarolada no banho, nasceu praticamente um refrão inteiro na minha cabeça. Na época eu não tinha celular, então lembro que saí correndo, todo molhado, peguei um caderno e escrevi aquela ideia.

Essa música, “Mudei de Ideia”, inclusive abre meu primeiro EP, Outros Tempos. A partir daí, a composição virou rotina para mim. Sempre que tinha oportunidade, pegava o caderno e tentava escrever algo. Transformar meus sentimentos em música é algo extremamente prazeroso.

A canção fala muito sobre acreditar mesmo sem garantias. Você se lembra de algum momento em que duvidou do caminho, mas decidiu continuar mesmo assim?

Em vários momentos pensei em desistir. Muitas coisas aconteceram ao longo da trajetória, como a perda parcial da voz, o término de um relacionamento longo, a mudança de estado, entre outras situações. Tudo isso impactou bastante meus planos e ideias, e nessa fase me afastei completamente da música.

Mas quando me reconectei comigo mesmo, esse sonho voltou mais forte do que nunca. Foi então que me joguei 100% no projeto autoral e comecei a frequentar o estúdio semanalmente para produzir músicas que já tinha. Desse processo nasceu o EP Outros Tempos.

THIH (@clicktrotta)
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No release você menciona esse espaço entre o medo e a esperança como o lugar onde a música acontece. Como é para você criar justamente a partir desse sentimento tão delicado?

Essa música é sentimento puro. O processo de composição foi completamente uma troca entre o meu eu atual e o meu eu do futuro. O refrão é tudo o que imagino viver um dia.

O refrão traz a imagem de vozes cantando juntas e de sonhos ganhando forma. Quando você se imagina nesse cenário, o que mais te emociona: o palco, o público ou a sensação de ter persistido?

Nesse caso, não consigo escolher apenas uma coisa. As três me emocionam muito. Inclusive, sem a persistência não haveria o palco e o público para vivermos esses momentos lindos juntos.

THIH (@clicktrotta)
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Você cresceu em um ambiente muito ligado à música e se inspirou no seu pai cantando. Em que momento percebeu que cantar também seria uma forma de contar a sua própria história?

A música dentro da minha casa sempre foi um hobby, mas a vontade de contar minha própria história com certeza surgiu depois que compus minha primeira canção.

Depois de experiências em banda e em projetos coletivos, o trabalho solo surge como um espaço de autonomia. O que você descobriu sobre si mesmo quando começou a compor sozinho?

Descobri a liberdade de criar letras e melodias a partir das referências que eu gosto, sem a preocupação de depender da aprovação ou aceitação de uma banda.

“Que Bom Seria” fala sobre viver o presente sem deixar de sonhar com o futuro. Hoje, qual é o sonho que ainda te move todos os dias?

Com certeza, o sonho de chegar a grandes eventos e festivais alternativos pelo país e fazer meu som alcançar cada vez mais pessoas.

Se alguém ouvir essa música em um momento de dúvida ou insegurança, o que você gostaria que essa pessoa sentisse ao final da canção?

Gostaria que sentisse esperança que entendesse que tudo é possível e que nunca desista do seu sonho, independentemente do tamanho dele.

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