Celulite vai além da gordura e exige tratamento da causa para resultados duradouros

Rodolfo Gomes
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“A maior parte das mulheres acredita que a celulite é causada apenas pelo excesso de gordura, mas isso não é verdade. Trata-se de uma alteração estrutural do tecido, que envolve fibroses, perda de colágeno, alterações na circulação e processos inflamatórios. Por isso, emagrecer nem sempre elimina as ondulações da pele. Quando tratamos a causa, conseguimos resultados muito mais consistentes e duradouros”, afirma o Dr. Cleugo Porto, médico especialista no tratamento de lipedema e celulite.

Durante muito tempo, a celulite foi tratada como uma consequência direta do excesso de gordura corporal. A ideia, amplamente difundida, fez com que muitas mulheres associassem o problema exclusivamente ao peso e acreditassem que o emagrecimento seria suficiente para recuperar a uniformidade da pele. A experiência clínica, porém, mostra uma realidade diferente.

Mesmo após uma perda significativa de peso, é comum que as depressões características da celulite permaneçam visíveis. Isso ocorre porque a condição tem origem em alterações da arquitetura do tecido subcutâneo, e não apenas no acúmulo de gordura.

As ondulações surgem quando traves fibróticas, responsáveis por conectar a pele às camadas mais profundas, tornam-se retraídas e rígidas. Enquanto essas estruturas puxam a pele para baixo, o tecido adiposo ao redor exerce pressão em sentido contrário, formando o aspecto conhecido como “casca de laranja”. A redução da gordura pode até diminuir o volume da região, mas não corrige, por si só, essa alteração estrutural.

Além desse mecanismo, fatores hormonais, predisposição genética, alterações microcirculatórias, inflamação crônica e a perda progressiva de colágeno, especialmente com o envelhecimento, contribuem para o aparecimento e a evolução da celulite.

Segundo o Dr. Cleugo Porto, compreender essa fisiopatologia transformou a forma de tratar a condição. Hoje, o foco não é apenas reduzir gordura, mas atuar diretamente na origem do problema. Isso significa tratar as fibroses responsáveis pelas depressões da pele e estimular a produção de colágeno para restaurar a firmeza e melhorar a qualidade dos tecidos.

Entre as abordagens utilizadas está a Dream Incision, técnica que associa a liberação das traves fibróticas por meio da subcisão à bioestimulação de colágeno. A proposta é atuar simultaneamente na causa mecânica da celulite e na recuperação da sustentação da pele, favorecendo resultados mais consistentes e duradouros.

O especialista ressalta que a avaliação individual é decisiva para o sucesso do tratamento. Em muitos casos, a celulite está associada a outras condições, como lipedema, flacidez cutânea ou alterações metabólicas, que também precisam ser identificadas e tratadas para que o resultado seja completo.

“Hoje entendemos que a celulite não deve ser encarada apenas como uma questão estética. Ela representa alterações importantes na estrutura do tecido e, por isso, merece uma abordagem médica individualizada, que trate a causa do problema e devolva qualidade à pele, e não apenas uma melhora temporária da aparência”, finaliza o Dr. Cleugo Porto.

(Fotos: Divulgação)

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