Envolvido com a música desde a infância, o cantor Gabriel Lopes, artisticamente conhecido como Gb Lopes, apresenta o single Ansiedade. Filho do cantor e compositor Sergio Lopes – considerado o poeta da música gospel – Gb tem influências do próprio pai e também de artistas como Paulo César Baruk, Delino Marçal, Rodolfo Abrantes, Arianne, Eyshila e Lagoinha Worship.
Juntamente com o single, Gb Lopes disponibilizou o clipe da canção em seu canal no YouTube. Como forma de inovar e não seguir a fórmula muitas vezes desgastada em clipes gospel, o cantor, que dirigiu e desenvolveu todo o projeto, usou o conceito de games feitos em 8 bits para passar a mensagem cantada na música.
Disponível nas plataformas digitais, Ansiedadeé uma canção autoral, que nasceu há uns quatro anos como forma de ajudar um amigo próximo que passava por um momento difícil na vida.
Envolvido com a música desde a infância, poderia nos contar um pouco mais sobre seu envolvimento com o meio musical?
Desde os meus 12 anos de idade eu toco bateria e sempre fui muito dedicado. Aos 14 anos de idade eu cheguei a participar de 8 bandas como baterista ao mesmo tempo. Tive desde banda de tocar em aniversário infantil até banda de Heavy Metal (risos). No total acho que já participei de cerca de 15 bandas como baterista.
A maioria não passava de um hobby para mim e eventualmente essas bandas não duravam muito tempo. Só uma que eu levava a sério que era a minha, a banda MpH, da qual eu saí em 2012 entendendo que era uma direção que Deus estava me dando.
Lançando recentemente, seu novo single “Ansiedade” que nasceu a partir da ajuda para um amigo que estava passando por um momento difícil. Conte-nos um pouco mais sobre o processo de criação dessa música? Você costuma usar fatos da realidade para compor?
O processo de criação dessa música foi longo. Eu fiz o instrumental e o refrão em 2014 se não me engano e gravei um rascunho de guitarra para não esquecer e os mantive no áudio final. Os versos e o restante dos instrumentos escrevi e gravei esse ano quando pude montar meu home studio em casa e pude voltar a dar a atenção que eu queria para essa música.
Geralmente sim, costumo escrever após alguma experiência que considero marcante para mim. Acho que posso contar nos dedos de uma mão as músicas que eu fiz “do nada” ou que não necessariamente contam algo que passei.
Filho do cantor e compositor Sérgio Lopes, considerado o poeta da música gospel. Como foi essa influência de pai para filho na música?
Acho que isso nunca interferiu muito, porque eu sempre fiz questão de não deixar. As pessoas criam muita expectativa de ver uma espécie de “o novo Sergio Lopes” em mim e os comentários como “falta muito para ficar igual o pai” são muito chatos.
Temos muito em comum, meu pai me ensinou muita coisa sobre o mundo da música, mas nossos estilos de escrever e gosto musical são bem diferentes. O que não me impede de ser um enorme admirador dele e vice-versa.

Quais são suas maiores inspirações no cenário musical?
Confesso que não sou fã assíduo de ninguém desde a adolescência quando eu ouvia bandas gingas de rock o dia todo. Hoje me interesso mais pela mensagem de vida e a verdade que os artistas carregam até mais que pelo som e esses são meus favoritos de hoje: Eyshila, Paulo Cesar Baruk, Lukas Agustinho, Delino Marçal, Bruna Karla, Elaine Martins, Elias Pires, Arianne e claro, meu paizão Sergio Lopes.
Na história de sua nova música, você conta que o seu amigo estava passando por uma crise de ansiedade para mostrar que o assunto era relevante e merecia uma atenção especial. Qual você acredita ser o verdadeiro poder da música em tocar os sentimentos das pessoas?
Acredito que quando a música passa verdade as pessoas conseguem sentir isso e se identificar com ela. Não importa quão bom intérprete você seja, se não vier do coração, se não transmitir uma mensagem verdadeira, o maior elogio a ser recebido virá pela produção.
Esse foi o primeiro single produzido fora de seu estúdio, que infelizmente foi perdido em um acidente. Como foi o marco desse novo recomeço?
Eu não fiquei um dia sequer de “luto”, vendi tudo o que dava para vender e inteirei para comprar um carro que desse para trabalhar com aplicativos. Nessa fase eu me distanciei de produção, mas também creio que Deus estava a me ensinando outras coisas.
Com o tempo, Deus abriu portas na minha vida e da minha esposa que possibilitaram que nos mudássemos para um apartamento melhor onde foi possível usar um dos quartos como escritório e foi onde eu fiz o meu home-studio. Logo de cara, a primeira música que eu quis terminar, foi a que eu não consegui na época do estúdio.
Dirigido e desenvolvido por você mesmo, o vídeo clipe da canção usou o conceito de games feitos em 8 bits para passar a mensagem. O que o fez querer explorar essa nova técnica? Poderia nos adiantar um pouco da história do clipe?
Eu gosto muito desse estilo de arte e também gosto de um desafio criativo (risos). Me empenhei para fazer pelo menos o básico onde já fosse possível transmitir uma boa mensagem que complementasse a letra da música.
O clipe mostra um personagem que é basicamente a representação de uma pessoa ansiosa, onde ele é afetado emocionalmente pelas mensagens que recebe no seu celular que representam os “gatilhos” da sua crise de ansiedade.
E como em todo game clássico, os acontecimentos afetam diretamente a vida do personagem representada por corações no topo esquerdo da tela e quando ele para de caminhar, ele perde seu tempo que está representado no topo direito da tela.
Ao final do vídeo o amanhecer vem para nos lembrar que tudo não passa de uma fase. E na fase do amanhecer, temos a primeira reação emocional no nosso personagem, que é de alegria. Para nos lembrar que a aflição pode durar a noite toda, mas que a alegria vem ao amanhecer, ou nesse caso, logo na próxima fase.