Skutaê celebra a energia do skate punk e hardcore em seu primeiro álbum ao vivo

Luca Moreira
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Após dois anos sem lançar material inédito, a banda Skutaê inaugura uma nova fase da carreira com Ao Vivo no Estúdio Eiffe, primeiro registro ao vivo de sua trajetória. Reunindo toda a discografia do trio em versões gravadas em estúdio, o projeto preserva a intensidade característica dos shows enquanto evidencia novas nuances da sonoridade construída desde 2018. Em entrevista, os integrantes falam sobre o processo de gravação, a importância de registrar a essência do skate punk e do hardcore, a experiência de transformar a energia do palco em um álbum e os planos para o próximo disco de inéditas, que já está em produção.

“Ao Vivo no Estúdio Eiffel” marca o primeiro registro ao vivo da trajetória da Skutaê depois de dois anos sem lançamentos inéditos. O que fez vocês sentirem que este era o momento certo para documentar essa energia da banda?

Estamos desde 2018 na atividade. Temos muita coisa ainda pra mostrar, músicas ja feitas, mas esse disco chega pra deixar registrado e mostrar como é nosso som quando estamos no palco, na energia do show, da forma que gostamos de mostrar nossa musica e de passar nossa mensagem. E como pretendemos lançar mais um disco em breve, quisemos deixar registrado pra nós e pra todos que curtem como é o nosso som ao vivo.

O álbum reúne toda a discografia do grupo em versões gravadas ao vivo em estúdio. Como foi revisitar tudo o que vocês construíram desde 2018 e transformar esse repertório em uma espécie de panorama da história da banda?

É muito emocionante ver nossa passagem de 2018 ate agora. São 8 anos de banda, entre varias versões das músicas, vários momentos em que foram criadas e a forma como foram gravadas. Pra nós é uma vitória como banda independente chegarmos nessa gravação com um repertório que traz não so nossa história mas a história de muita coisa que envolve as músicas.

Vocês comentam que o Nobru deixou a banda à vontade para encontrar o próprio som antes da mixagem e masterização. O que esse ambiente de liberdade trouxe para a identidade sonora do álbum?

O Nobru é um mago na mesa. Sem duvida ele trabalhou em cima daquilo que queríamos, nos deixando soltos pra fazermos nosso som, entre os barulhos, microfonia e ate vozes rasgadas, conseguimos chegar na forma como acontece em nossas apresentações, que acaba por ser uma característica da banda.

A Skutaê é marcada pela intensidade do skate punk e do hardcore, mas o estúdio permitiu perceber nuances que talvez se percam na correria dos shows. Que detalhes das músicas vocês redescobriram nesse processo?

Na verdade, chegamos, montamos os equipos, passamos o som e tocamos. A diferença entre esse ao vivo e os shows é que pudemos tocar as músicas mais de uma vez ate chegarmos no som ideal. Ficamos bem satisfeitos com o som.

O disco busca aproximar o público da experiência que vocês entregam ao vivo. O que existe em um show da Skutaê que vocês mais queriam preservar nesse registro?

Sem duvida as mensagens das músicas. A mensagem que pretendemos passar é a essência da banda. E a mensagem vai desde o instrumental até as letras, é um conjunto pra ser entregue, algo que não existe separadamente.

Além do peso sonoro, vocês falam sobre levantar a bandeira do skate punk e do hardcore. O que esses estilos representam para a banda para além da música?

O skate, o punk e o hardcore correm juntos. Pra nós, não tem como separá-los. A rebeldia, o protesto, a liberdade e o ato de manifestar nossas ideias expondo problemas políticos, sociais e ambientais que trazem malefícios pra uma sociedade se desenvolver em coletivo, e o foco em conscientização pra trazer melhorias, visando um bem estar e respeito mútuo, estão explícitos nas nossas letras, e o skate/punk/hardcore fazem parte disso, o som fala por si. Assim como outros gêneros musicais dentro do underground também possuem suas vozes para falar desses assuntos, acreditamos que o punk/hardcore pode levar nossas vozes para as pessoas que se identificam com nossa mensagem.

O projeto também terá vídeos de todas as faixas, lançados semanalmente após a chegada do álbum às plataformas. Como a parte visual ajuda a ampliar a experiência de quem acompanha a Skutaê?

O registro visual ajuda as pessoas a terem uma ideia da nossa energia ao vivo, tanto na sonoridade quanto na performance, além de ser um material audiovisual a mais para divulgarmos a banda na internet.

Enquanto celebram esse primeiro registro ao vivo, vocês também já trabalham em um novo disco. Olhando para esse momento de retomada, que fase da Skutaê começa a se desenhar a partir de agora?

Nosso foco agora é o disco novo, mas através desse ao vivo pretendemos realizar mais shows em outras cidades pra mostrar como o Skutaê se apresenta, pra nos identificarmos com outros lugares além de São Paulo. E tudo dando certo e fluindo como estamos planejando, após o disco novo estar nas plataformas e talvez ate em mídia física, pretendemos extender os shows para uma turnê de lançamento.

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