Coruja BC1 apresenta “Psicodelic”

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“Lágrimas de Odé” abre o disco pedindo para o Gustavo respirar antes de começar a contar passagens reais que marcaram sua vida, munido de um beat pesado e certeiro.

“Eu lembro como hoje eu, minha mãe, minha irmã no chão. Medo, suspiro. Eu com seis anos vendo meu pai tomar seis tiros. Sangue no chão do barraco, no meio do gueto. Ainda criança vi o que o sistema reservou pros preto”.

A mesma faixa muda de clima e entra numa narrativa de união, onde o rapper enfatiza que a favela precisa estar unida. Em tempos de genocídio da população negra e periférica, Coruja BC1 pede para que seus irmãos de cor não deixem a guerra entrar em seus terreiros, pois eles morrerão primeiro.

“Psicodelic” tem a saúde mental como pano de fundo para as narrativas de um jovem periférico. Memórias, traumas, críticas, anseios e (até) amor permeiam a mente de Coruja BC1, que transforma essas sensações em afiados textos. Não é à toa que ele se comunica com maestria com os jovens brasileiros.

Fonte: Pedro Gomes

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